sábado, 20 de agosto de 2011

Programa de Fim de Semana


Em meu último fim de semana em Sunset fui a um almoço na casa da Meg. Inda bem que o povo da casa dela havia saído; foram lavar o remelento pra passear no parque e iam comer por lá mesmo. Beaz e Meg não sabiam falar de outra coisa a não ser da família.


Beaz - Ah Meg, não sei o que é feito do meu René. Tenho uma saudade tão gramde dele...
Meg - Menina, se isso acontecesse com Gu eu morreria, pois não sei viver sem meu francês!
Chris - Vocês não têm outro assunto não, é?
Meg - Mas olha Beaz, quem tá falando! Logo Chris que viveu a vida toda em função da família.
Chris - Pois é, disse muito bem: vivi, não vivo mais. Isso é coisa do passado. Meus filhos já estão encaminhados na vida, os netos também; agora eu preciso é cuidar de mim.


Eu passei boa parte de minha vida envolvida com problemas familiares e assim não vivi quase nada da minha juventude. Sempre estive à disposição dos problemas dos outros mas agora estava decidida a cuidar da minha própria vida e tentar recuperar o tempo perdido.


Beaz - Pois é Meg, preciso recomeçar mas pra isso preciso tomar coragem de me desligar do passado.
Meg - É menina, dê uma guinada em sua vida. Comece procurando um novo emprego!
Beaz - Pois é...Mas também preciso encontrar um lugar pra morar.
Meg - Eu já lhe disse que vc pode ficar aqui em casa.
Beaz - Eu agradeço mas acho melhor ficar na casa da Chris até eu conseguir uma casa pra comprar. Ela vai pra Bridgeport e eu vou ficar tomando conta da casa até ela voltar. E além do mais aqui já tem muita gente e eu não quero tirar a privacidade de vocês. Outra coisa que tou pensando em fazer é dar um up no meu visual.
Chris - Meninas, o almoço tava muito bom mas eu preciso ir pra casa resolver umas coisas da viagem.


Estava voltando pra casa quando meu telefone chamou e pra minha surpresa, do outro lado era o carinha atrevido, o tal Gabe. Disse que havia pedido o meu telefone pra tia Agnes. Veio com um papo de que queria falar comigo pra ver se eu lhe arranjava um emprego no estúdio onde eu trabalhava; disse que essa ideia tinha sido da titia e por isso ela havia lhe dado o meu número.


Meg e Beaz, que ultimamente não faziam outra coisa senão intrometer-se em minha vida, vieram até a minha casa com a desculpa esfarrapada de que queriam me ajudar a arrumar as coisas para a viagem, mas na realidade vieram mesmo foi fruticar.
Meg - Menina, essa Chris anda muito cheia de mistério ultimamente...
Beaz - É, tenho percebido que ela anda muito ansiosa; meio que nervosa, não é?
Meg - Sei não viu...


Beaz - Faz um tempão que ela tá ali naquela conversa ao telefone...
Meg - Com quem será que tá falando...?
Beaz - Deve ser com o pessoal da produtora da novela dela.
Meg - Hum, sei não...Pelo jeito que ela tá desconsertada acho que o assunto não é trabalho, não...


Fiquei refletindo acerca do tal Gabe. Por que será que aquele garoto resolveu ficar em minha cola? Só me faltava essa agora, ele querer ir comigo pra Bridge trabalhar no mesmo local que eu. Parece que tia Agnes tava mesmo começando a caducar. Que ideia!


Beaz - E aí Chris, alguma notícia lá do estúdio?
Chris - A de sempre, ou seja, que eu terei que retornar na segunda.
Beaz - Não se preocupe que eu irei cuidar bem da casa, e quando vc retornar eu já terei encontrado uma casa como a que eu estou querendo.
Chris - Mas eu não tou preocupada não, pois enquanto eu estiver em Bridge não precisarei me preocupar com o aluguel e nem com as contas de água, gás, luz e telefone. Pode ficar à vontade.


Beaz - Queria que vc me autorizasse a fazer umas mudanças no quarto em que eu irei ficar.
Chris - Já disse que pode ficar à vontade e mudar o que quiser. Desde que eu não tenha que pagar nada vc pode até reformar a casa toda se quiser. Bem, agora deixe eu ir tomar um  banho porque tenho muita coisa pra resolver até segunda-feira.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Buscando as raízes


Havia chegado à Sunset Valley há mais ou menos um mês e ainda não tinha ido procurar ninguém da minha família. Eu havia nascido em Riverview e quase toda minha família era de lá, mas havia a tia Agnes que morava em Sunset e eu não podia deixar de ir fazer-lhe uma visitinha senão certamente ela iria ficar muito chateada quando soubesse que eu estive na cidade e não fui visitá-la. Assim que entrei em sua casa ela foi logo reclamando:
- Quer dizer então que a senhora está em Sunset e só agora vem visitar a sua velha tia!?


Pra dizer a verdade eu sempre evitava ir à casa da tia Agnes, pois aquela casa me fazia lembrar de um período muito triste de minha vida; a época em que o patife do Stiles tirou o meu filho de mim, o meu primeiro filho! Não tive como não procurar saber se a titia tinha notícias daquele casal horrendo. Ela me disse que desde que eu deixei Sunset de partida pra Vila Kachu, não soube mais notícias deles e nem do Stives.


Mas de qualquer forma eu tinha que ter ido visitar a tia Agnes pois todo mundo sabe como ela é solitária, tadinha; e ainda pra completar andava muito doente dos nervos. Inclusive tinha uma parente do falecido marido da tia Agnes, que é médica, que tava lá pra cuidar dela, coitada. 
Chris - Oi Judy, há quanto tempo! Ainda bem que vc tá aqui pra cuidar da nossa tia.
Judy - Pois é, eu tive que vir dar uma mãozinha, pois vc sabe como a titia odeia ir ao médico.


Judy me contou que se mudou de Bernaclebay de "mala e cuia" para a casa da tia Agnes a fim de cuidar da saúde dela. Mas aproveitou também pra arrumar um emprego no hospital local, onde tava dando uns plantões.


Quando ia saindo da casa de titia, quão não foi a minha surpresa quando dei de cara com o carinha do bistrô. Ele estava chegando como se fosse da casa. Mas o que ele estaria fazendo na casa da tia Agnes?
Chris - Você...? O que vc está fazendo aqui...?
Gage - Eu moro aqui. E vc?
Chris - Essa é a casa da minha tia...



O Gage (esse era o nome dele conforme fiquei sabendo naquele momento), me disse que era o filho da mulher que estava cuidando da tia Agnes; dise que aproveitou que a mãe havia mudado pra Sunset pra vir junto e tentar arrumar um emprego, pois havia acabado de sair da faculdade. Gage aproveitou aquele nosso encontro inesperado para me pedir desculpas pelo que ocorrera naquela noite no bistrô; disse que não quis me ofender, que apenas tava querendo fazer novos amigos na cidade. Eu disse tudo bem e em seguida me despedi alegando que tinha algo urgente para resolver no banco.

sábado, 13 de agosto de 2011

Caindo na noite


Já estava chegando a hora de voltar pra Bridge e eu ainda não havia aproveitado nada de Sunset. Também pudera, passei boa parte do meu tempo me preocupando com os problemas da Meg!Então, naquela noite me arrumei toda e resolvi sair pra night de Sunset.


Eu havia alugado um carro mas ainda não tinha tido a oportunidade de usá-lo. Saí sem rumo procurando um lugar legal pra jantar; a Meg havia me convidado pra jantar na casa dela como uma forma de fazermos as pazes, mas eu dei uma desculpa e prometi que iria no outro dia pra o almoço, pois naquela noite eu queria ficar sozinha; queria fazer um inventário de minha vida.



Eu tinha passado tanto tempo longe dali que havia esquecido que, apesar de toda modernidade, Sunset continuava aquela cidadezinha interiorana. Quando cheguei ao Bistrô Corso, passei a ser o centro da atenção de todo mundo, não pela minha fama de atriz, que não era tão grande assim, mas pela forma com que eu tava vestida. Saí como estivesse indo pra um daqules poits badalados de Bridge.



A comida que serviam lá não era muito sofisticada. Pedi um hamburguer pois não estava com muita fome. As pessoas ali não paravam de olhar pra mim; acho que estavam se pergunando o que uma mullher estranha vestida daquele jeito estava fazendo ali sozinha.


Depois que terminei a refeição,um carinha,que estava entre os outros que me observavam,  veio sentar ao meu lado sem ao menos pedir permissão. Achei aquela atitude bem estranha pois as pessoas de Sunset sempre foram bem educadas. 



Perguntou se eu era nova na cidade e foi logo me fazendo um monte de elogios. A princípio achei a atitude dele um pouco atrevida, mas depois até que me senti lisonjeada pois desde que tinha chegado ali não havia recebido nenhum reconhecimento e nem tampouco elogios.


Peguntou se eu não estava querendo uma companhia para aquela noite. Acho que ele tava pensando que eu estava ali com algum propósito profissional...Fiquei muito ofendida e irritada e disse que eu não era o que ele estava pensando!


Ele pediu desculpas mas continuou insistindo ; perguntando se u não queria a companhia dele naquela noite. Eu deixei muito claro que eu não estava ali à procura de companhia. E mesmo se estivesse, nunca iria aceitar ficar com um garoto como aquele. Ele tinha idade pra ser meu filho!





Ele ficou muito ofendido e revoltado por eu ter insinuado que ele era um garoto. E olhando bem para ele me veio uma lembrança muito triste; a lembrança do meu filho Stives...Não gostava de recordar aquele passado tão triste que eu tive ali em Sunset. Maldita a hora em que conheci aquele homem que tirou o meu filho de mim...


Chris - Olha, desculpa mas eu preciso ir agora. Não me leve a mal, mas eu não tou a fim de companhia; mas de qualquer forma foi um prazer lhe conhecer.


Ele não respondeu nada. Parece que ficou mesmo muito chateado com o fato de eu não ter querido ficar com ele. Que ideia daquele garoto! Achar que eu era uma mulher à toa! Logo eu que sempre fui defensora da moral e dos bons costumes!


Quando cheguei em casa fui dar uma olhada em minha caixa de email, e aproveitei pra ver se tinha alguém on no MSN. Havia algumas pessoas do elenco de Destino online e eu aproveitei pra saber das novidades, mas infelizmente elas não eram boas. Eu só tinha mais uma semana antes de voltar pra Brigde.



Naquela noite não consegui dormir direito. Fiquei pensando no carinha que havia me abordado no restaurante. Que cara mais atrevido! Também fiquei pensando na volta pra Bridgeport; pensando que em breve eu teria que voltar a minha realidade. Também não deixei de pensar em Stives; será que aquele miserável do Stiles tinha consguido concretizar seu plano macabro de sacrificar o próprio filho pra salvar a vida daquela amante horrorosa!? Pobre Stives, tive tão pouco tempo com ele...Eu nunca consegui superar aquele trauma...


OBS: Pra saber mais sobre Stiles e Stives dê uma olhada em O Passado de Chris Oliver em Sunset Valley.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

De volta à realidade


A Beaz voltou de Bridge antes do esperado; e acabou que a gente nem se encontrou por lá como tínhamos combinado. Por um lado foi bom, porque nós três, Beaz, Meg, e eu, poderíamos fazer uns programas juntas enquanto eu ainda estivesse em Sunset. 



Beaz estava de volta definitivamente. Depois de ter mandado seus filhos pra universidade, se desfez do salão, alugou a casa, fez as malas e veio recomeçar em Sunset Valley. Ela tomou a decisão correta, pois em Sunset ela estaria perto dos amigos; pelo menos da Meg. Quando que seus filhos saírem da universidade, já serão adultos e poderão cuidar de suas próprias vidas.


Apesar de estar certa de ter tomado a decisão correta, Beaz mostrava-se um pouco insegura quanto à sua nova vida em Sunset; não estava sabendo por onde recomeçar. Acho que nós três estávamos assim meio que desorientadas desde que deixamos à organização. A gente tinha passado quase toda a nossa vida naquel função.


Beaz - Chris, acho que a única que se está dando bem é a Meg; pelo menos  parece que ela está se realizando como dona de casa.
Chris - Será...? Será que  não é uma forma de fuga? Eu sempre desconfiei dessa vocação repentina da Meg; logo ela que sempre a maior baladeira do pedaço!
Beaz - É... Ela só pensava em arrumar homem mesmo. Mas quem sabe ela finalmente encontrou no Gu o que tanto procurava.
Chris - E foi procurar longe, viu! Kkkkkkkkkkkkkk...


A Beaz não demorou muito; disse que precisava procurar  uma casa para alugar, pois não pretendia ficar incomodando nas casas dos outros. Depois que ela saiu eu fiquei pensando o que fazer naqueles últimos dias que me reatavam em Sunset. Eu já tinha adiado muito a minha volta à Bridge, mas infelizmente já estava chegando a hora de retornar.


Aquela cidade exercia uma influência muito grande sobre mim; se não fosse meu compromisso de retornar pra terminar as gravações da novela, era bem provável que eu nunca mais pusesse os meus pés em Bridge. Talvez essa atração que a cidade exercia sobre mim, tivesse a ver com eventos do meu passado que ocorreram ali.