sábado, 24 de setembro de 2011

O Comercial


Enquanto eu resolvia se ia ou não fazer o tal comercial, a espaçosas  continuavam lá em casa se intrometendo em tudo e querendo mudar tudo.
Meg - Menina, até que foi rápido mudar o visual desse  flat; também nada do que tinha aqui prestava!
Beaz - Será que Chris vai gostar?
Meg - Mas é claro que ela tem que gostar e me  agradecer , pois onde ela iria encontrar uma design de interiores que fizesse um trabalho desse e ainda por cima de graça?
Beaz - Mas e o serviço de troca de móveis? Com certeza a empresa de administração do flat irá cobrar?
Meg - Aí já não é mais comigo...E além do mais ela veio pra cá trabalhar, então suponho que tem dinheiro pra pagar as despesas.


Beaz - Será que ela não vai reclamar porque não tem mais cama de casal?
Meg -  Mas tinha que trocar aquela cama por camas de solteiros! Por acaso a gente ia dormir as três numa cama de casal? E além do mais pra que ela quer uma cama de casal se ela vive dizendo que não quer mais saber de homem nenhum!?



Beaz - Ainda bem que estamos aqui pra dar uma ajuda a ela; eu tou achando que ela tá meio desorientada.
Meg - Bem, eu não vou poder demorar muito por aqui, pois afinal sou uma mulher casada e tenho família pra cuidar.
Beaz - Pois eu pretendo ficar o tempo que for preciso pra ajudar nossa amiga, afinal eu tou meio à toa mesmo.

 

Enquanto as espaçosas estavam literalmente tomando conta da minha casa eu estava tentando cuidar da minha vida. Depois de pensar muito e de analisar os prós e os contras, liguei pra a agente da Lana e disse que não ia poder fazer o comercial pra a Ponto G, pois esse tipo de produto não tem nada a ver comigo.Entretanto ela me disse que havia surgido outra oportunidade tendo em vista que a Lana havia deixado a agência.


Tiara me disse que estava precisando de alguém para fazer o comercial de uma concessionária e me garantiu que era algo bem discreto e que eu poderia ter o perfil para a campanha. Como já estavam atrasados com a gravação, me deu o endereço do produtor do comercial para que eu fosse diretamente à casa dele tratar os detalhes do comercial.


O produtor me recebeu em seu apartamento com muito entusiasmo. Era um homem de meia-idade, magro e bastante taciturno. Disse que estava ansioso para começar a gravar e que só estava me esperando para acertarmos tudo. 


A proposta de cachê era bastante satisfatória, e como o trabalho consistia em um anúncio de carro fui logo aceitando fazer o comercial.


O produtor pediu que eu levantasse para poder observar se eu me encaixava mesmo no papel.  Levantei e ele ficou  me filmando de cima e baixo, como se estivesse avaliando a qualidade de um pedaço de carne no açougue.


Achei aquilo muito estranho e até fiquei um pouco constrangida pois nunca gostei de que me olhassem daquele jeito; como se eu fosse um objeto. Parecia que o os olhos do homem podiam enxergar o que estava por debaixo de minha roupa.


 Depois de alguns minutos ele finalizou a avaliação e me disse que eu ia "dar para o gasto" tendo em vista estarem muito atrasados e não terem tempo para procurar outra modelo. Mas enfatizou que teriam de utilizar o photoshop para disfarcar, uma vez que eu estava muito gorda.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As espaçosas


As fofoq..., quer dizer, Meg e Beaz, tanto insistiram que eu não tive outra alternativa a não ser dar o meu endereço pra elas, e logo elas apareceram dizendo que estavam morrendo de preocupação com a minha pessoa.
Meg - Mulher, que susto vc deu na gente! E que história foi aquela de que um cara desconhecido tava querendo te levar não sei pra onde...?
Chris - Não tou sabendo de história nenhuma; não me recordo de ter contado essa história pra ninguém.


Meg - Tá vendo Beaz, como ela é mal agradecida!? A gente vem de tão longe pra ajudar e ela diz que não lembra de nada...Parece que tá chamando vc de mentirosa, amiga...
Chris - Meg, não comece a querer fazer intriga, o que é bem do seu feitio...Eu não tou chamando ninguém de mentirosa, apenas disse que não lembro.
Beaz - É Meg, ela pode tá esquecida, coitada. Mas também não é para menos, pois do jeito que ela tava quando me ligou, não é de admirar que tenha tido um lapso e memória.






Beaz - Mas parece que vc não está contente com  a nossa visita...A gente só veio a Bridge por sua causa.
Chris - Não precisava ter se preocupado tanto comigo, pois como vocês estão vendo eu estou bem. Naquela noite eu bebi um pouco demais e fiquei fora de mim; não sabia o que tava falando.
Meg - Tá vendo, Beaz? Lembra que eu te disse que ela poderia ter tido um coma alcóolico? Foi isso, a farra foi tão grande que ela tomou todas!Kkkkkkkkkkk...
Chris - Não teve farra nenhuma, tá?


Beaz - Meg, será que ela veio pra Bridge pra cair na gandaia...?
Meg - Foi, menina, com certeza que foi. Agora que ela virou artista, vc sabe como é, né? Sabe que artista não tem esse negócio de pudor, de moral...Chris veio soltar a franga,kkkkkkkkkkk...
Chris - Vocês vieram aqui pra esculhambar comigo, foi?
Meg - Não. Nós viemos tomar o chá que vc nos ofereceu,mas parece que o chá é de cadeira, não é? Faz tempo que a gente tá aqui sentada e ainda não vimos chá nenhum.
Chris - Ok, eu já vou preparar o chá...


Fui à cozinha preparar o tal chá e as duas ficaram no maior buxixo. Eu estava presentindo que a presença daquelas duas em Bridge não ia dar certo; com certeza elas não iam largar na minha cola, pois vieram a Bridge fruticar  a minha vida.
Meg - Menina, vc viu como ela tá gorda? Será que tá grávida!??
Beaz - Claro que não mulher. Você não ouviu ela dizendo várias vezes que não quer mais saber de família, de criar filhos?
Meg - Sei lá...Vai ver ela se descuidou, pois pelo que parece ela tá vivendo uma vida bem desregrada por aqui.

 
Eu precisava arrumar um jeito de me livrar daquelas duas. Imagine se o Gage aparecesse de repente?  Como eu iria resolver o meu problema com ele com elas por perto? Ia ser o meu fim e o fim da minha reputação. O pior é que se elas descobrissem a obseção dele por mim, e se desconfiassem que pode ter havido algo entre a gente, com certeza elas iriam correndo contar pra tia Agnes. Aí sim, seria o meu fim definitivamente.


Meg - Ainda bem que a gente te encontrou, pois não tínhamos planejado vir pra cá e pagar aluguel. Como a a gente chegou e não conseguia manter contato com vc, tivemos de alugar um apart, mas ainda bem que te encontramos e agora podemos vir pra cá.
Chris - Então vocês vieram pra demorar, foi? Pensei que vocês só vieram pra saber como eu estava - disse sem acreditar direito no que tinha ouvido. Eu não podia acreditar que as duas estavam querendo se aboletar lá me casa.
Meg - Pra saber como vc estava bastava a gente ligar, não era? Mas a Beaz pensava que vc tava precisando ser acudida, e por isso viemos correndo pra cá. Mas como vc tá bem e como  agente já tá por aqui mesmo, decidimos que vamos passar uma semanas aqui em Bridge para nos divertimos um pouco. Faz tanto tempo que não tiramos um tempo só pra gente, não é Bê?


Beaz - É verdade sim. Vai ser ótimo Chris, pois a gentte vai poder viver um pouco do nosso passado; nós três vamos poder nos divertir muito por aqui sem se preocupar com a família. Agora tou achando esse apart bem pequeno pra nós três, Meg.
Meg - Mas a gente faz umas adaptações, não é Chris?


Antes que eu respondesse, meu telefone tocou e eu levantei bem depressa pra  ver quem tava chamando antes de atender. Fiquei com receio de que fosse Gage. Mas para a minha surpresa era a Lana Turner, que ligava para perguntar se eu não queria fazer um comercial para o qual ela havia sido convidada, mas que recusou pelo fato de estar fora da cidade e muito bem ocupada.  Ela completou alegando que sabia que eu tava precisando fazer uns bicos e por isso resolveu ligar. Eu nem perguntei como ela tava sabendo daquilo, pois não era difícil imaginar quem tinha passado aquela informação...


Meg - Eu já tou aqui pensando nas mudanças que eu vou fazer nesse apart. Não se preocupe não, Chris, pois vc não vai gastar nem um tostão. Eu vendo essa mobília e compro outra melhor e bem mais em conta, ou então eu mesma faço umas reformas nesses móveis cafonas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Na boca do povo!


Quando acordei, por mais que me esforçasse, não coseguia lembrar nitidamente o que havia acontecido direito. Agora, mais recuperada do coma alcóolico, lembro que assim que terminou o banho ele foi até a  cozinha pegar alguma coisa. Neste momento eu, que estava passada de vergonha, entrei no banheiro mas esqueci de trancar a porta, de modo que ele entrou para avisar que já estava indo.


Naquela manhã tomei a ducha mais demorada da minha vida como se a água pudesse me purificar do que eu imaginava ter acontecido. Quando saí do banho, notei que meu notebook estava ligado na tomada; provavelmente ele tinha sido usado...


Fiquei imaginando o que ele teria feito me meu computador, e fiquei até com receio de ir olhar. Mas quando resolvi ir verificar, meu celular começou a chamar.


Era a Beaz, que dizia estar aflita pois eu havia ligado pra ela na noite anterior para dizer que estava preocupada com um desconhecido que insistia em me levar para casa. Eu não lembrava de ter feito nada daquilo, mas ela insistia em querer saber se estava tudo bem comigo.



Chris - Beaz,  eu realmente não lembro de ter ligado pra vc, mas fique despreocupada pois eu estou bem - disse tentando acalmar minha amiga, que parecia mesmo muito apavorada e informava que já estava em Bridge em companhia de Meg a minha procura. 
Beaz insistia que precisava me encontrar e reclamava que eu não havia atendido o celular nas várias vezes em que ela havia ligado, e  pedia insistentemente o meu endereço. 

Eu fingi que a ligação estava ruim e que não estava entendendo o que ela estava falando, depois desliguei o telefone.
Fiquei um pouco aborrecida com a atitude delas, pois naquele momento não estava muito a fim de falar com ninguém, pois estava atordoada e ainda sem compreender o que realmente havia acontecido comigo naquelas últimas doze horas. Agradeci o fato de elas não terem encontrado o meu endereço, pois já pensou se elas me flagram numa situação constrangedora?


Decidi que naquele dia não ia trabalhar para não correr o risco de encontrá-las. Resolvi fazer um pouco de exercícos pra ver se me acalmava. Eu estava realmente muito aborrecida com aquela atitude invasiva de Meg e Beaz. Elas não tinham nada que vir a Bridge intrometer-se em minha vida!

 
Comecei a pensar em alguma forma de me livrar delas. Elas eram as minhas melhores amigas mas as circunstâncias não eram favoráveis à presença delas em minha casa. Estava absorta nesses pensamentos quando o celular começou a chamar novamente. Certamente eram elas pra me deixar ainda mais chateada.


Mas para minha surpresa não eram elas, era a Lana Turner que ,de Bernacle Bay, ligava para dizer que também estava preocupada, pois ficara sabendo, pelas duas fofoqueiras de plantão, que havia acontecido uma tragédia comigo, e que elas haviam mencionado até hospital e cemitério. Aí foi que eu fiquei mais irritada ainda com aquelas duas amigas da onça. Pelo jeito as duas se encarregaram de espalhar a história por toda SimCity!


Se eu já estava preocupada, agora minha preocupação tinha quadruplicado! Até Lana Turner, a atriz mais famosa de SimCity, com a qual eu só havia trocada uma meia dúzia de palavras em um ou outro evento social, havia ligado pra especular sobre a minha vida. Realmente eu estava em maus lençois. Se Meg e Beaz, e principalmente Meg, ficassem sabendo do que acontecera, eu iria estar definitivamente na boca do povo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Day After


Depois que saimos do bar, aconteceu como eu havia desejado. Gage, realmente percebeu que eu não  estava bem e me levou até o hospital mais próximo. Lá fiquei um bom tempo no soro, depois o médico prescreveu uma medicação e me liberou:
Chris - Pôxa, Gage, eu nao tenho como te agradecer por vc ter me levado ao hospital; não sei o que teria sido de mim se eu não tivesse sido medicada a tempo.
Gage - O que é isso! Não precisa agradecer, afinal vc estava me acompanhando; vc só estava naquele bar por minha causa e por isso me senti responsável por vc. Como está se sentindo agora?


Chris - Bem, agora que já estou medicada e depois que tomei uma boa ducha, me sinto renovada. Eu não deveria ter bebido tanto...
Gage - Desculpe...Foi minha culpa.
Chris - Não precisa se desculpar, afinal vc não me forçou a beber. E além do mais se tem alguém que tem de se desculpar esse alguém sou eu, afinal te dei um trabalha danado, e vc ainda veio me trazer em casa.
Gage - Trabalho nenhum. Foi um prazer.


Apesar de estar ainda meio zonza, eu estava bem aliviada; minhas desconfianças em relação às intenções do Gage não haviam se confirmado. Ainda bem que ele não estava com segundas intenções.
Chris - Bem, eu quero mais uma vez te agradecer mas agora eu gostaria de dormir, pois estou um caco e amanhã terei de acordar cedo para retornar às gravações.
Gage - Claro, claro...Mas antes vc vai tomar um café que eu fiz; vai se bom pra ajudar a passar a ressaca.


Gage me intimou a tomar o tal café e já foi se dirigindo à mesa, e eu não podia recusar aquela gentileza, embora estivesse querendo muito que ele fosse embora.
Gage - Vamos, venha aproveitar que o café ainda está bem quentinho; venha que vai lhe fazer muito bem. Só saio daqui depois que vc experimentar e aprovar o meu cafezinho.
Chris - Tudo bem, mas depois eu preciso mesmo dormir; se bem que é bem capaz que o café me deixe com insônia.


Gage - Vc não pode mais ficar sem se alimentar direito;seu ritmo de trabalho é muito intenso e isso exige um maior cuidado com a alimentação. 
Chris - É, realmente eu ando meio descuidada. Hoje eu não tomei café da  manhã, no almoço só comi uma fruta, e acabei nem jantando... Pra completar ainda fui ingerir bebida alcoolica.
Gage - O calor que fez hoje também deve ter contribuído para o seu mal estar.
Chris - Pois é...



Eu estava realmente muito cansada e doida pra que ele fosse embora, mas quanto mais eu demonstrava isso mais o cara puxava conversa.
Chris - Gage, seu café está aprovadíssmo, mas realmnete eu preciso descansar. Não me leve a mal e nem me tome por mal educada...
Gage - Claro, claro...Eu já estou indo. Desculpe a minha insensatez.



Gage - Apesar do contratempo, foi uma noite maravilhosa.
Chris - Com certeza não foi a noite que vc desejava, mas foi bom ter te conhecido melhor e ter percebido que vc pode ser um bom amigo.
Gage - Mas eu também posso ser bem mais que um amigo...


O cara disse essas palavras, e nem me deu tempo de responder alguma coisa pois foi logo avançando em minha direção e me roubando um beijo, o qual acabei retribuindo, não sei se por gratidão pelo que ele havia feito naquela noite, ou pelo fato de ainda estar meio atordoada, em virtude do mal estar que ainda sentia, e não ter como me esquivar.


Chris - Gage, acho melhor você ir agora, pois você já avançou demais o sinal...
Gage - Desculpe, mas não pude evitar...
Chris - Eu já estava convicta de que nesta noite você não tinha segundas intenções ao meu respeito, mas essa sua atitude está me fazendo mudar de ideia.
Gage - Por que o fato de eu querer mais alguma coisa do que uma simples amizade te incomoda? Vc acha que há outras intenções no fato de eu querer algo mais ? Será que o fato de vc ser uma bastante atraente não é motivo suficietne para eu te desejar?


Chris - Olhe, já é madrugada e vc precisa ir embora; não me faça ser grosseira ...
Gage - Você não está respondendo a minha pergunta...
Chris - Por que eu não quero falar sobre isso; esse assunto não me interessa!
Gage - E por que vc sempre se esquiva quando o assunto é esse? Pois eu acho que você deveria começar a considerá-lo, pois eu não irei desistir enquanto não conseguir convencê-la de que nós podemos ficar juntos.



Quando eu pensei que ia me livrar do cara, ele recomeçou com aquele papo novamente. Eu já estava arrependida de não pedido ao médico pra dormir no hospital. Como é que eu iria me livrar daquele cara? Eu até já estava aceitando a ideia de sermos amigos e lá vinha ele com aquela história melosa de ficar junto e coisa e tal. Fiquei ali parada sem saber que atitude tomar, e ele de repente também parou de falar e começou a olhar em direção a minha cama. E eu, que já tava ali sem me aguentar de pé de tanto cansaço, também comecei  a olhar para a cama com a maior vontade de me atirar nela e capotar...


 Só sei que apaguei e não vi mais nada; nem vi como cheguei até a cama, e nem tomei conhecimento que o "grude" continuava ali.


Quando acordei, por volta do meio-dia, não recordava de nada do que havia acontecido antes do meu "apagão". Quando dei por mim, o Gage estava tomando banho em meu banheiro, e eu estava com uma dor de cabeça terrível, e uma sensação de quem havia dormido por vários dias seguidos. Apesar de não recordar do que havia acontecido entre o momento em que perdi a consciência e hora em que acordei, em meu íntimo sentia que algo havia acontecido, o que certamente me deixaria com a consciência pesada...

domingo, 11 de setembro de 2011

Happy Hour


Depois de um dia estafante de intermináveis gravações, quando eu ia saindo do set para ir para casa relaxar, eis que encontro o Gage parado a minha espera.  Por um momento quis encontrar uma jeito de fugir dele, mas não havia alternativa pois ele já havia me visto e caminhava em minha direção.



Gage - Então, já tem uma resposta para me dar, ou vai fazer como da última vez, que fugiu pra não ter que me responder?
Chris - Para lhe ser sincera eu nem tava mais lembrada que estou lhe devendo uma resposta...
Gage - Mas está e eu estou aqui esperando por ela. Então, vamos ou não vamos sair?


Chris - Será que a gente não poderia deixar isso pra o domingo? É que eu tou morta de cansada e não quero outra coisa a não ser ir pra casa e relaxar.
Gage - Bem, se você preferir eu posso lhe acompanhar até a sua casa e lhe fazer uma massagem relaxante,
Chris - Aff! Eu já vi que não tenho outra saída mesmo, não é?
Gage - Ora, até parece que sair comigo é como se você estivesse indo para um sacrifício! Você vai estar apenas ajudando um amigo a conhecer a cidade. Ou vc acha justo que eu volte para Sunset sem conhecer as atrações de Bridge?



Vi que não ia ser fácil me livrar daquele grude e não teve outro jeito a não ser aceitar sair come ele. Assim fomos a um bar um pouco afastado do centro da cidade e do estúdio, pois eu não queria ser fotografada e nem vista ao lado daquele xarope.



Chris - Depois desse drink preciso mesmo ir para casa
Gage -  Mas ainda nem começamos a nos divertir...
Chris - Eu não costumo me divertir bebendo. Na realidade eu não costumo beber quando estou   trabalhando; pra falar a verdade raramente eu bebo.
Gage - Eu também não sou de beber muito, mas hoje é um dia especial. Até que enfim eu tive o prazer de ter a sua companhia.


Chris - Você é bem jovem, é um cara bonito, e eu não estou entendendo o porquê de vc estar fazendo tudo isso pra sair comigo. Certamente vc deve ter um monte de pretendentes em Sunset e não precisa estar rastejando dessa forma pra sair com uma mulher.
Gage - Mas sair com vc é diferente...
Chris - E por que é diferente? Por que eu sou artista...?
Gage - Não, não porque vc é uma artista, pois artistas existem muitas. Mas eu fiz tanta questão de sair com vc porque vc é diferente.
Chris - Como diferente? Diferente em que sentido?

Gage - Eu acompanho a sua carreira desde a sua estreia na televisão; eu sei tudo sobre vc, quer dizer, quase tudo.
Chris - E vc, quem é vc afinal? por que não me fala de vc um pouco?
Gage - Por que não vamos dançar? Eu adoro essa música que está tocando e quero que ela seja uma das lembranças de nosso encontro.


Eu já estava começando a ficar com receio daquele cara; estava começando a pensar que ele poderia ser um fã obcecado e que pudesse me fazer algum mal se eu não fizesse o que ele queria. Mas o que mais me amendrontava é que eu não podia ceder a todas as suas vontades. Fui dançar com ele mas doida para que ele me liberasse pra eu poder ir para casa.



Enquanto dançávamos ele começou a me olhar de um jeito que me incomodou muito; ele me olhava com uma expressão estranha no rosto. Passei a temer mais ainda, princialmente porque estávamos afastados da cidade e era muito pouco provável que eu encontrasse alguém conhecido a quem pedir ajuda caso ameaçasse fazer alguma coisa comigo


Comecei a ficar nervosa, e de repente me deu uma tontura danada. Não sabia se a tontura era por causa do medo que estava sentindo, se era por conta de que eu tinha me alimentado mal durante o dia, ou por causa dos drinques que havia tomado. De repente me ocorreu a suspeita de que ele poderia ter colocado algo em minha bebida, e aí foi que minha pressão baixou e eu fiquei mais grogue ainda. 



No meio da dança tombei e quase ia me estabacando no chão. Sorte que ele me amparou.
Gage - O que foi? Está se sentindo mal?


Chris - Acho que tive uma queda de pressão; não estou acostumada a beber tanto.
Gage - Então vamos sentar ali numa mesa até vc se recuperar. Quer que eu providencie algum medicamento?
Chris - Não, não precisa, logo vai passar. Eu só preciso ir pra casa. Você pode chamar um taxi pra mim?
Gage - Não, de jeito nenhum. Eu faço questão de te levar em casa; não vou deixar vc tomar um taxi soxinha essa hora e ainda mais nesse estado.
Fiquei desesperada com aquela ideia, pois naquela altura eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser que o cara estava mal intencionado e que iria tentar alguma coisa contra mim.

Naquele momento parecia que ele havia lido os meus pensamentos.
Gage - Não se preocupe que eu sou um cavalheiro e não vou lhe fazer nem um mal. Só quero fazer a gentileza de te levar em casa, afinal você está aqui por conta de minha insistência. Sinto que sou responsável por vc esta noite.


Eu estava tão mal que não conseguia nem enxergar direito ao meu redor; minha cabeça estava rodando e eu sentia uma mal estar enorme no estômago e uma vontade doida de vomitar. Pra não cair tive que procurar apoio nele, que aproveitou pra me abraçar.
Gage - Vc está mal mesmo! Pelo jeito a bebida lhe fez mal.
Chris - Por favor, me tire daqui. Me leve pra casa, ou melhor, me leve pra o hospital porque eu estou mal de fato.
Pedi que me levasse ao hospital para ver se conseguia convencê-lo de que eu estava realmente passando mal e que precsiava de cuidados médicos, e evidentemente para não ter que ir para casa com ele. Também temia que ele,ao invés de me levar pra o flat, me levasse pra outro lugar. O problema era que no estado em que eu me encontrava, eu ia pra onde me levassem.